E o Cobogó, afinal?

cobogó

Semana passada postei sobre uma casa intitulada de Casa Cobogó de Marcio Kogan, e hoje trago mais informações sobre esse elemento que está de volta numa releitura bastante charmosa.

Para quem não é da área de arquitetura, ou não trabalha no ramo da construção civil, este é um nome bastante estranho, porém mais comum do que se imagina na nossa arquitetura, e 100% brasileiro.

COBOGÓ é simplesmente o nome pelo qual o elemento vazado foi batizado. E para aprofundar na história, seu nome deriva das inicias dos três engenheiros que trabalhavam no Recife e conjuntamente o idealizaram (Coimbra, Boeckmann e is) tendo sido patenteado em 1929 . Inicialmente feito de cimento, o cobogó depois passou a ser produzido em outros materiais como vidro, cerâmica, argila, etc.

cobogó de concreto

Cobogó na fachada do edifício na década de 60.

cobogó antigo

cobogó arquitetura antiga

Usado para conferir privacidade ainda que garantindo a passagem de luz e permitir a ventilação evitando grandes ventos, o Cobogó é bastante utilizado para a divisão de ambientes formando um jogo de luz e sombra com efeito muito bonito. Excelente para ampliar os espaços e, simultaneamente, esconder alguns ambientes quando não se quer deixá-los totalmente a mostra, os cobogós também são uma opção de divisória. Elemento bastante presente em obras de Lucio Costa, Niemeyer e outros grandes arquitetos da metade do século passado, está de volta, totalmente repaginado!

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Fachada da Lanchonete da Cidade, inspirada nos anos 50.

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O Cobogó pode ser facilmente encontrado na Elemento V, uma loja incrível de produtos inovadores, em diferentes modulações e cores. Outra loja interessante é a Cerâmica Martins, com grande variedade de elementos vazados.

Seja na cozinha, na sala, na varanda, na fachada comercial, como fez a Lanchonete da Cidade – o Cobogó é brasilidade pura! Usado principalmente para substituir paredes internas, marcar divisões de ambientes, para ventilação natural e passagem de luz, deve ser levado em conta a sua fragilidade em relação à alvenaria, por isso o uso da argamassa adequada e o bom assentamento fazem toda a diferença.

cobogó-3 cobogos-modernos cobogó na cozinha ??????????????????????????? cobogó na varanda cobogó na sala

cobogó na fachada

cobogo-na-fachada

E o Cobogó afinal? Bom, agora quero Cobogó na minha casa!

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Uma resposta em “E o Cobogó, afinal?

  1. Muito boa a explicação !!INa publicação passada eu já havia identificado o cobogó nas casas “chiques” que tinham na minha cidade, na época da minha infância e que tbem coincide com o seu auge na época da construção de Brasília!! Muito interessante!! Gostei muito da publicação!!

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